Sua excelência, o candidato – discurso 2

30 de julho de 2014

 

Caríssimos eleitores:

Permitam que diga algumas palavras sobre minha filiação ao partido.

Devo reconhecer que os atuais partidos políticos são verdadeiras quadrilhas. Convenhamos: entre nós, criminosos pobres vão para as cadeiras e criminosos poderosos fazem carreira política.

De minha parte, seria candidato direto, sem partido algum.

Mas isso é impossível.

Sabemos que o nosso arremedo de democracia é do tipo representativo, cuja candidatura só é viável mediante partidos políticos. Não é, pois, possível democracia – ao menos as que conhecemos hoje – sem esse intermediário nefasto, que são os partidos políticos.

Que fazer, então?

Tive de me filiar a um, me filiar àquele que julguei mais transparente, mais confiável. Claro, posso estar engando. Todos podemos estar enganados. Só o tempo dirá.

E falando de democracia, permitam-me dizer que sou a favor da democracia direta, sem partidos, sem assembleias, sem câmaras, sem senado.

Algum dirá que isso é impossível, que nem mesmo na Grécia antiga tal coisa existiu.

Tenho, porém, que com o surgimento da internet, whatsapp, instagram, facebook, twitter etc., é perfeitamente possível uma democracia direta, sem mediação de partidos políticos etc.

Abolidos os partidos e os parlamentos etc., ganhamos em celeridade, eficiência, transparência, probidade, em custos etc.

Como isso é possível?

Consultei especialistas e logo darei detalhes de como isso funcionará.

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