Prostituição é legal?

9 de novembro de 2007

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados acaba de emitir parecer contrário ao Projeto de Lei n° 98/2003, de autoria do Deputado Fernando Gabeira, que pretende legalizar a prostituição e regulamentá-la, revogando inclusive artigos do Código Penal que a proíbem indiretamente (casa de prostituição etc.). Em seu parecer, o relator, Deputado Antônio Carlos Magalhães Neto, que invoca a dignidade da pessoa humana, afirma, dentre outras coisas, que a prostituição é uma praga, uma atividade imoral etc., que urge prevenir com políticas sociais e não incentivada por meio de legislação que a oficialize, sobretudo de modo a evitar que crianças pobres sejam utilizadas nesse comércio odioso.

 

Releva notar, desde logo, que o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (5ª e 8ª Câmara) tem decidido, reiteradamente, que a casa de prostituição já não constitui crime, sendo um fato jurídico-penalmente irrelevante (atípico), desde que não haja envolvimento de crianças e adolescentes. Nesse sentido: apelação crime n° 700205797793, relator Des. Luís Gonzaga da Silva Moura; idem, apelação crime n° 70019472026, relator Des. Roque Miguel Fank. No primeiro acórdão referido o relator assinalou que “a exploração comercial do sexo é hoje conduta aceita sem maiores restrições pelo grupo social: proliferam serviços de tele-sexo, desenvolve-se a indústria pornográfica, expandem-se as redes de motéis, saunas, drive in, boates e uma variedade de casas noturnas, onde se vende sexo explicitamente, tudo devidamente licenciado e autorizado pelo poder público”.

 

Em verdade, a rejeição do projeto, se vier a se consumar, consagrará preconceito e hipocrisia intoleráveis; hipocrisia, porque, não fosse suficiente o fato de casas de prostituição existir em praticamente todas as grandes cidades do país, há hoje divulgação, venda ou oferecimento de sexo, mais ou menos explicitamente, na tv, no cinema, nas revistas, nos jornais, na internet, hotéis, casas de massagem etc., sendo por vezes difícil diferençar a prostituição do que não o é. Em semelhante contexto, ignorar a prostituição constitui uma manifesta hipocrisia, sobretudo numa sociedade de consumo e hedonista, que é, aliás, a mesma hipocrisia da repressão aos jogos de azar (jogo do bicho etc.), típicas infrações sem vítima. Subjacente a tudo isso está sempre a questão moral, religiosa inclusive, a demonstrar que a propalada secularização do Estado é mais aparente do que real.

 

Ademais, deixar de legalizar e regulamentar a prostituição adulta, ao contrário do que pretende o parecer, não é combatê-la, mas apenas ignorá-la e mantê-la na clandestinidade, condenando-a à marginalidade, sem nenhum tipo de controle ou proteção (sanitário, policial, trabalhista, previdenciário etc.), a permitir todo tipo de abuso e danos relativamente às prostitutas e clientes. Na verdade, se quisermos defender a dignidade da pessoa humana, devemos tratar a prostituta como pessoa humana, respeitando-lhe a autonomia da vontade, e não tratá-la como um tipo inferior e, pois, incapaz de decidir por conta própria.

 

Por fim, é direito de toda pessoa adulta livre dispor de seu corpo como melhor lhe aprouver, porque, embora tenhamos o direito de ser preconceituosos – e todos o somos, mais ou menos – não temos o direito de fazer do nosso preconceito um direito, sobretudo quando isso implique marginalização social do outro e negação da sua liberdade de decidir sobre seu próprio destino.

A prostituição enfim deve ser encarada, ao menos do ponto de vista político, como uma atividade como outra qualquer (prestação de serviço), em que uma pessoa deseja a companhia, o carinho ou o corpo da outra, a qual se dispõe a atendê-la mediante pagamento. Não é preciso dizer que o projeto a ser votado jamais pretendeu legitimar a prostituição infantil, que deve ser objeto de prevenção e repressão por meio de políticas sociais e penais.

Paulo Queiroz

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21 Comentários

  1. Dr. David Goes
    Em meio termo do que está acontecendo em nosso país ,a prostituição está se alastrando rapidamente, ou seja meninas dentre 11 e 17 estão tendo que vender o seu corpo; um dos bens mais precioso, por preços inesplicaveis ou quase de graça. Somente para sobreviver.
    Contudo discordo plenamente, quando um individuo seja quem ele for abra sua boca para dizer que a prostituição é legal.
    Mas sim, concordaria com qualquer cidadão que quer ver o bem de todos e felicidade da nação, quando ele falasse que a prostituição cresci a cada dia que passa é porque o governo não está investindo em; moradia, saneamento básico,saúde metodos contraceptivos e educação de modo geral.

  2. É facil questionarmos a respeito se é legal ou deixa de ser legal a prostituição, quando temos varias jovens e jovens se prostituindo no Brasi, com intuito de conseguirem um prato de comida.

    É faciel, um bando de Deputados, Senadores, ficarem discutindo sobre projetos para regularizar ou não a prostituição, quando na verdade deveriam verificara realidade do País e elaboraraem leis mais serias, projetos sociais mais eficazes, em fim com intuito de melhorar a condição da população brasileira.

  3. a tese que vou defender é a regularização das atividades das prostitutas como profissão,estou tendo dificuldades pois o meu orientador por ser muito,hipócrita tenta o tempo todo tirar a idéia de que eu possa continuar com este tema.Espero poder ter a ajuda de vocês pois preciso terminar minha monografia,e não quero desistir deste tema,que sei que estarei trabalhando por um ato social relevante.

  4. estou terminantemente desistidndo do meu tema qque é A regulamentação das Atividades das prostitutas como Profissão , por não ter encontrado pessoas , livros , revistas ,que pudessem me ajudar e estou tendom problemas quanto a nota de monogra fia que é mais uma balela do sistema preciso de nota para terminar o curso e não sou postan à prova para testar meus conhecimentos.Estou envergonhada por desistir de um trabalho socialmente necessário,pra que tenhamos a consciência de vidas melhores com relação a essas mulheres desprotegidas pela seu direito trabalhista.

  5. Dr. Paulo Queiroz,
    Fiquei muito feliz em encontrar este artigo no site do senhor. Estou escrevendo minha monografia sobre a legalização da prostituição como atividade profissional. Infelizmente, encontro muita resistência com relação ao meu tema, é muito difícil encontrar livros, artigos, principalmente a favor da legalização, mas continuo fazendo, pois é importante escrever sobre assuntos que só não são lícitos no nosso ordenamento jurídico devido a carga moral e religiosa. Se o senhor puder indicar livros, ficarei muito grata.

  6. É muito difícil poder julgar uma vez que este assunto envolve várias áreas, tanto como o profissional , política, bem estar, liberdade, moral , religião dentre outros, mas diante mão, acredito que a regularização da prostituição não seja o melhor caminho!

  7. LEI MARIA DA PENHA (Nº 11.340/2006 ) GERA APARTHEID
    “COTAS PARA NEGROS NA UNIVERSIDADE – COTAS PARA COTAS (MARIAS) NO LAR”

    Nós, latinos, temos o emocionalismo como traço marcante da nossa personalidade. É só ocorrer um crime bárbaro para que, no dia seguinte, as ruas amanheçam cheias de gente clamando pela votação da pena de morte. Somos fantoches do método científico indutivo: parte-se de um fato isolado para o geral. A Lei Maria da Penha é um bom (mau) exemplo desse tipo de generalização. Bastou que o marido de uma certa Maria da Penha, cheio da cana, espancasse gravemente a companheira, para que as feministas arrancassem o clamor das massas capaz de sensibilizar os congressistas, levando-os à aprovação da Lei.
    Como fere o sagrado princípio de isonomia, por si só, já é uma Lei inconstitucional; porque assegura à mulher o direito de apenas bater, e ao homem o dever só de apanhar. E quando a reação do homem for provocada? Logo agora que as mulheres tanto reclamam pela igualdade de direitos? Trata-se de uma regra anacrônica; defasada ou um tribunal de exceção! Os senhores legisladores e juristas não tiveram a faculdade suficiente para perceberem que gradativamente as mulheres vêm assumido crimes próprios dos homens, num passado recente. Elas estão traficando, seqüestrando, comandando quadrilhas etc. As amélias são uma espécie em extinção.
    Cientes do seu rótulo de sexo frágil, elas sabem muito bem tirar partido dessa “desvantagem”. Por exemplo: se a esposa agride o marido, e ele grita um ai de dor, nenhum vizinho chama a polícia. Mesmo que o homem esteja sendo atacado com uma arma, e se ainda assim, ele privar os braços da mulher para que ela não materialize o crime; ela vai-se autovitimar, berrando para passar a idéia de que está sofrendo agressão. Mais uma vez a polícia será chamada. A esposa pegou um revólver e tentou contra a vida do companheiro. Ele foi à delegacia e tentou registrar uma queixa. O que o trouxa vai ouvir do delegado, ou pior ainda, da delegada? – “Coitada, essa mulher agiu por desespero, nem atirar a pobre sabe!” Mas, se ao invés disso fosse o homem o tentador, aí o cassetete rolava! Fique esperto, você que gosta de dar uma escapadinha fora: com o advento dessa Lei, qualquer transa de bom grado pode-se reverter em um estupro. Basta a parceira assim denunciar. (Recusou-se a pagar além do valor acertado?). Até você provar que focinho de porco não é tomada, já virou “boneca” de detentos.
    Nesse tipo de maquiavelice as mulheres são mais maliciosas que os homens. Quando estão na presença de outras pessoas, costumam tratar o maridão da melhor maneira possível, porém, entre quatro paredes, o tratamento é totalmente diferente. Para quando acontecer uma briga envolvendo ambos, todo mundo vai dizer: “Quem não presta é ele, porque aquela mulher é uma santa!” Por pensar que tudo pode, o homem é mais imperito nesse tipo de artimanha, seus atos são visíveis e sem as devidas cautelas.
    Todo o texto da Lei Maria da Penha se resume a uma só palavra, autodeterminação, quer dizer: a mulher está livre para fazer o que lhe der na telha, sem que o esposo possa nada fazer para dissuadi-la do seu intento. Está cravadinha lá no Inciso II do Artigo 7º.
    -”Alô amor, eu estou aqui no motel ‘taca pra dentro’, com o seu melhor amigo. Mais tarde a gente se vê!”
    Onde fica a ética conjugal, nesta nação a caminho de uma maioria evangélica? O homem que ainda é o membro a responder pelo sustento de grande parte dos lares, mais do que sempre, não vai passar de um otário. Seus filhos, ele não pode mais disciplinar, mas pode apanhar dos mesmos e a polícia pode matá-los de graça. Hoje, até os verbos com os quais os filhos se dirigem aos pais, já são por demais sabidos: quero, compra, paga…….E a contrapartida, qual é? Se o segredo da prosperidade está na relação positiva entre bem ativo/bem passivo. E sendo o filho um bem passivo, pois só dá prejuízo?……..
    No caso de uma separação conjugal e a consequente partilha, aí mesmo é que se vê que aquele laço marital e paternal era uma farsa. Começa a guerra pelo pedaço maior da carniça. Vamos saber quem é mais cruel na capacidade de empobrecer o outro. “Como mercadoria e mulher que sou, sei que se eu deixar esse cara quebrado, ele não vai ter dinheiro para comprar outra fêmea”. Tramam as vigaristas. -Desde quando ficou provado que um filho concorre para o crescimento patrimonial do pai? Ao contrário, o filho é alguém que está a subtrair o progresso material do genitor. Não é à toa que em várias nações européias casais não querem mais ter filhos, é uma atitude anti-econômica e idiota. Outrossim, a maioria dessas que se dizem casadas, no civil e no religioso, com toda a pomba que a tradição exige, filhas de família etc; elas têm o caráter mais podre que quaisquer meretrizes do mais baixo puteiro. Eu afirmo isto com experiência própria.
    Existem mulheres que, ao apresentarem suas petições na justiça para extorquir o homem, chegam a alegar que foram objeto sexual do cara durante “n” anos, por isso pleiteiam uma compensação financeira. Ora, a transa é um ato de satisfação recíproca, é um dar e um receber ao mesmo tempo. Logo, nessa relação, não haverá credor nem devedor. Exceto se houver um vínculo declarado de prostituição comercial, peculiar a putas, michês e travestis. No critério da cobrança de real por “trepada”, a mulher teria que instalar um registro, daquele usado em bilharina, para marcar quantas vezes a “gaveta” entrou e saiu. Já se fala até de piranhas que quando vão para cama com algum “barão”, furam a camisinha para engravidar, e depois requererem uma pensão alimentícia fabulosa.
    Ademais, aplacar briga de casal, não deve ser atribuição dessa quadrilha pandemônica, que muitos babacas insistem em chamá-la de polícia. Pois, muitas vezes, a separação definitiva se dá mais por incitação dos bandidos policiais e pelo constrangimento do marido ou esposa, ao verem seus problemas domésticos tratados por quadrilheiros tão imundos. Esta é a chantagem mais comum que os “tiras” canalhas fazem contra a mulher: “Senhora, se você voltar pra esse cara, na próxima briga, nós não viremos lhe socorrer!” Em estado de descontrole, a vítima acaba acatando o conselho dos safados. Porventura, existem fêmeas para levar mais porradas do que as companheiras de policiais? Pesa também contra o homem, o lobby feminino constituído pelas autoridades afetas à questão: DELEGADA, PROMOTORA, JUÍZA……. E o mais grave: a cada dia, abrem-se espaços para que este TRIO se apresente nas pessoas de feministas, sapatonas, separadas, cortesãs (putas VIPs) e chifreiras. Ou seja: mulheres avessas ao modelo familiar tradicional, onde o masculino é a figura dominante.
    A adjetivação “dona de casa”, embora não seja recente e até pareça um tanto depreciativa, nestes dias, virou um nominalismo mesmo, na acepção filosófica da palavra. Visto que, quase sempre, quando há separação litigiosa entre casais, ela é a dona da casa. Ao mané, mesmo tendo construído o imóvel, sobra-lhe o olho da rua. Nada de se estranhar, nesta onda de inversão de valores: o inútil se sobrepondo ao útil, o injusto ao justo e por aí vai! Quando é que direito vai virar sinônimo de merecimento?
    Se todas as comunidades “pseudofrágeis” forem protegidas por um estatuto, o cidadão produtivo vai-se transformar em um penetra no inferno sem ter lugar pra fugir. E com todo o meu respeito para com as mulheres decentes e companheiras: taí a Lei Maria da Penha, para quem pensa que só no hinduísmo a VACA é sagrada!
    Benigno Araujo Dias.
    PS: atualmente estou encabeçando um movimento nacional pela inconstitucionalidade da
    Lei Maria da Penha. Até que consigamos pressionar a Procuradoria Geral da República a impetrar uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) junto ao Supremo Tribunal Federal. Não porque somos defensores de homens espancadores de mulheres, mas porque a questionada Lei transgride o princípio de isonomia, e no Código Penal Brasileiro já consta uma legislação suficiente para punir os mais diversos delitos.
    ANTES QUE ARTIGO FEMININO VIRE ARTIGO PROIBIDO

  8. As Garotas Que Estão COM MIDAS

    Midas, rei da Frígia (Grécia), foi filho do rei Górdias e da deusa Cíbele. Do deus Dionísio, Midas recebeu o dom do toque áureo: tudo que ele tocasse, virava ouro. Nosso mundo contemporâneo, se não tem o Midas em pessoa, mas pelo menos conta com o seu avatar: o magnata mexicano, Carlos Slim Helú, atualmente, o homem mais rico da terra; proprietário da operadora de celular, “claro”, e outras empresas no setor da telefonia. Tem a fama de ressuscitar empreendimentos falidos, porquanto, isso lhe rendeu o apelido de Midas.
    Aproveitando essas coincidências históricas entre Midas, celular e Dionísio, podemos ver este trio incorporado nas garotas de programa dos dias atuais. Sequer podia prever Martin Cooper, quando inventou o primeiro aparelho de telefonia móvel (depois aperfeiçoado pela Motorola), que sua criação fosse revolucionar a indústria da prostituição. Assim como Santos Dumont jamais cogitou que sua invenção fosse converter-se numa devastadora máquina de guerra. Somando-se a isso o fato de Dionísio ter sido o deus da orgia.
    Em conversa com uma putinha biscateira, ela me confidenciou que nunca ganhou tanta grana com sexo, igual após o advento do celular. Hoje, graças ao celular, ela e sua corja podem fechar vários negócios com machos diferentes, no “pregão da bolsa”, os encontros são marcados à velocidade da luz (300.000 km/s), as possibilidades de desencontros caíram para níveis próximo a zero. Todas elas têm o número 190 como telefone de emergência. Desse modo, levar calote ou bolacha do parceiro ficou mais raro, pois a polícia é logo acionada.
    -Vejamos o que diz a bíblia acerca da prostituição:
    Em Provérbios – 9:13-18 “A mulher tola é alvoroçadora; é insensata, e não conhece o pudor. Senta-se à porta da sua casa ou numa cadeira, nas alturas da cidade, chamando aos que passam e seguem direitos o seu caminho: Quem é simples, volte-se para cá! E aos faltos de entendimento diz: As águas roubadas são doces, e o pão comido às ocultas é agradável. Mas ele não sabe que ali estão os mortos; que os seus convidados estão nas profundezas do Seol (inferno).” E 5:3-14 “Porque os lábios da mulher licenciosa destilam mel, e a sua boca e mais macia do que o azeite; mas o seu fim é amargoso como o absinto, agudo como a espada de dois gumes. Os seus pés descem à morte; os seus passos seguem no caminho do Seol. Ela não pondera a vereda da vida; incertos são os seus caminhos, e ela o ignora. Agora, pois, filhos, dai-me ouvidos, e não vos desvieis das palavras da minha boca. Afasta para longe dela o teu caminho, e não te aproximes da porta da sua casa; para que não dês a outros a tua honra, nem os teus anos a cruéis; para que não se fartem os estranhos dos teus bens, e não entrem os teus trabalhos na casa do estrangeiro, e gemas no teu fim, quando se consumirem a tua carne e o teu corpo, e digas: Como detestei a disciplina! e desprezou o meu coração a repreensão! e não escutei a voz dos que me ensinavam, nem aos que me instruíam inclinei o meu ouvido! Quase cheguei à ruína completa, no meio da congregação e da assembléia.”
    Em 1 Tessalonicenses 4:3 “Porque esta é a vontade de Deus, a saber, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição.”
    Porém, em Mateus 21:31-32 “Qual dos dois fez a vontade do pai? Disseram eles: O segundo. Disse-lhes Jesus: Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus. Pois João veio a vós no caminho da justiça, e não lhe deste crédito, mas os publicanos e as meretrizes lho deram; vós, porém, vendo isto, nem depois vos arrependestes para crerdes nele.”
    E em Hebreus 11:31: “Pela fé Raabe, a meretriz, não pereceu com os desobedientes, tendo acolhido em paz os espias.” Alfim, em Mateus e Hebreus as meretrizes ganham o indulto divino. Talvez aquelas que insistem nessa prática pecaminosa imaginam que com o cachê ganho possam comprar a salvação através do dízimo pago.
    Se a biblia sagrada não fosse um alfarrábio tão contraditório, já que o Brasil virou um puteiro, Satã teria que aprender protuguês para recepcionar tantas fornicadoras vestidas de verde e amarelo.
    Dantes, Zonas do Baixo Meretrício – ZBMs, eram bordéis excluídos do meio sócio-familiar. Mas com o desaquartelamento das “piranhas”, tornou-se impossível isolar esse antro. Presentemente, um cabaré pode estar em um lar, carro, numa escola ; a putaria apresenta-se pulverizada e onipresente.
    O perfil das prostitutas também vem passando por uma conversão adaptativa. Aquelas prostitutas que outrora eram vendedoras de prazer, agora, na segunda geração de bastardas estão dissimuladas sob eufemismos como: mãe solteira, produção independente, liberal, free lance etc. Todas se esforçam para imitar a esperteza da piriguete da novela das oito: mentindo, iludindo e extorquindo. Depois de ficarem assolapadas de tanto transar com os pitboys das drogas, uma vez sucateadas, buscam refúgio em um coroa ou fazem um jogo paralelo com este. Quem é o coroa? É aquele trouxa depois dos 45 anos, que batalhou a vida inteira e conseguiu acumular uns BENS para comprar uns AMORES. A vagabunda sabe que, para o marmanjo, ela ainda está com a bola toda: o coitado tem de pagar pela diferença de idade, se quiser ter do seu lado uma carne nova capaz de elevar a auto-estima do mané. Esse sim, é um MIDAS nas garras das putinhas vigaristas. Logo o idiota velho é convertido em “meu marido, meu esposo” etc. -“Tu viste lá, fulana, nossa colega Espertereza com um coroa passeando num carrão esticado?! Poderosa, né?!” Cobiça a sua colega Porforina que ainda não fisgou um pato. “A gente quer mais é se dar bem!” Arrotam as vadias.
    -Como se pode ver, as putas modernas tiram o máximo de proveito de sua profissão: oferecem-se como produto de exportação, fazem parceria com criminosos, forjam gravidez com empresários, cadastram-se em programas assistenciais do governo, pagam curso universitário com o próprio sexo, sindicalizam-se como lavradoras ou pescadoras de araque e compõem outros esquemas. Elas cometem suas delinquências porque têm a certeza da causa ganha. Pois sabem de suas co-irmãs, cortesãs congressistas, que legislam a aprovam leis que asseguram o triunfo das mulheres safadas sobre os homens.

  9. Alguem pode me ajudar estou fazendo minha monografia sobre a legalização da prostituição e nao encontro material quem puder me ajudar eu agradeço muito.

  10. Meu assunto também é referente a regularização da prostituição,
    porém como uma questão do direito do trabalho. Como o tema é pouco comentado, o material torna-se difícil de encontrar. Gostaria de obter informações sobre o assunto para enriquecer minha monografia.

  11. ola amigos, estou começando minha monografia agora,e vou escrever sobre a legalização da prostituição a luz do D. Trabalho e Sociologia.Preciso saber se há material suficiente pra desenvolver esse trabalho.tem alguem q defendeu essa tese e foi bem sucedido??se tiver ficaria grato em trocar idéias,obrigado…

  12. Estou na mesma situação dos colegas acima: sem material pra continuar a monografia. Se alguém puder ajudar e indicar qualquer material, agradecia muito.

  13. Dr. Paulo Queiroz, fiquei muito feliz por encontrar este artigo no seu site.
    Estou terminando minha monografia cujo tema é a descriminalização do delito da casa de prostituição à luz dos princípios da adequação social e intervenção mínima, em que pretendo abordar, ao final deste estudo, uma possível regulamentação dos direitos, principalmente trabalhistas, dos profissionais do sexo sob a ótica do princípio da dignidade da pessoa humana e do princípio da isonomia.
    Considero um tema de muita relevância que muitas vezes é visto com preconceito e até mesmo alvo de piadas, por mais incrível que isso possa parecer.
    Concordo em gênero, número e grau com todos os aspectos abordados neste artigo, que foi um grande achado, tendo em vista a dificuldade de se encontrar material neste sentido.

  14. Interessante abordagem. Também sou a favor de que preconceitos não virem direitos. Costumo pensar que ao atingir-se certa idade, qualquer pessoa tem o direito de fazer o que bem entender de suas vidas, desde que não prejudique o próximo. A prostituição está aí nesta situação, não há quem aí saia prejudicado, muito pelo contrário, é inclusive uma ótima fonte de lucro para os profissionais desse ramo, pois em nenhum outro lugar uma pessoa ganha tanto dinheiro sem ter qualificação nenhuma para tanto, bastando somente ter um corpo atraente, e de preferência, junto com uma personalidade agradável. Sou usuário sim de serviços eróticos, costumo usá-los todo mês, e sou livre de preconceitos quanto a isso, principalmente pelo fato de eu ser agnóstico, e portanto, sem os valores exacerbados das crenças ferrenhas, diga-se, hipócritas. Na vida não temos certeza de quase nada, somente que um dia iremos morrer, o mais é mera cogitação que pode ser mudada em um segundo. Até tinha um pouco de admiração pelo ACM Neto, pensei que fosse diferente do avô, inclusive votei nele para prefeito, mas não tinha conhecimento do seu parecer contra o projeto de lei do Gabeira. Caiu totalmente no meu conceito, pois até parece mesmo que ele é algum santo. Muitas pessoas tem em mente que as pessoas que estão nesse meio são inferiores, imorais, ruins, etc., mas é porque o que elas costumam ver são as pessoas ruins que estão nesse meio, pois nele existem todo tipo de pessoa, como em qualquer outro lugar. Em minhas experiências com garotas de programa conheci vários tipos, e claro, sempre busquei sair com as que tinham melhor caráter, muito mais do que apenas terem corpos atraentes, pois quando estamos ao lado de alguém bom, essa energia se espalha, e as coisas saem muito melhor. Essa sociedade tem que parar de ser preconceituosa, e tal preconceito é apenas fruto da ignorância, da prepotência e de fanatismos religiosos e morais, que são em suma, erros. Respeito a individualidade dos outros é fundamental em qualquer sociedade, só assim teremos um pouco de paz.

  15. Sonho que um dia toda(o) prostituta exercer a profissão com à devida identificação como um advogado, médico. Recolhendo uma taxa mensal, baseado em uma média nacional de faturamento, para um fundo específico à assistência previdenciária, educacional, médica e qualificação profissional, caso queira mudar de profissão.
    Sendo flagrada(o) exercendo a atividade sem a devida taxa recolhida, será multado a prostituta(o) o cliente(a) o dono do imóvel ou hotel, que será obrigado a fiscalizara os clientes. Não quero com isto que seja aprovado as casas de prostituição. Com isto estaremos dando apoio financeiro as pessoas a mudarem de vida sempre que desejarem. Também não será permito, como o cigarro, a propaganda.

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